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QR code falso no parquímetro: como identificar e o que fazer

FTC alerta para QR codes falsos colados em parquímetros. Veja casos nos EUA, Reino Unido e Brasil, sinais de adesivo adulterado e o que fazer se escaneou.

Pagar estacionamento, patinete ou bicicleta apontando a câmera para um QR code virou rotina. Por isso mesmo, criminosos passaram a colar adesivos com códigos falsos por cima dos verdadeiros, em parquímetros, placas e veículos de aluguel. Quem escaneia cai num site que imita o meio de pagamento e entrega cartão, dados pessoais ou um Pix para a conta errada. O golpe tem até nome: quishing, phishing por QR code.

O que a FTC alertou sobre QR code em estacionamento?

Em 3 de setembro de 2026, a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) publicou o alerta “See a QR code parked somewhere? Don't scan it…yet!”. Segundo o órgão, golpistas estão cobrindo os códigos legítimos de parquímetros com os seus, e o código falso leva a um site feito para roubar dinheiro, informações pessoais ou ambos. Emissoras locais repercutiram o aviso, como a WDAM.

Onde o golpe já apareceu?

O padrão não é novo nem só americano:

LocalO que aconteceuFonte
Austin e San Antonio (EUA), 2021–2022Adesivos falsos em 29 parquímetros em Austin; mais de 100 retirados de serviço em San AntonioWeLiveSecurity
Reino Unido, 2024–2025Prefeituras como Aberdeen e Southend afirmaram não usar QR code nas máquinas; Action Fraud contabilizou £ 3,5 milhões perdidos em golpes com QR code em 2024Which?
Belém (PA), agosto de 2025QR codes falsos colados em patinetes desviavam pagamentos; a operadora reforçou que o aluguel se paga só pelo app oficialDiário do Pará
EUA, setembro de 2026Novo alerta nacional da FTC sobre parquímetrosFTC

Um detalhe se repete: em vários casos, o operador oficial nem aceitava pagamento por QR code. Em Austin, por exemplo, o pagamento era por moedas, cartão na máquina ou aplicativo oficial.

Como identificar um QR code falso no parquímetro?

  • Adesivo por cima de adesivo, bordas descolando, cor ou fonte diferentes do resto da placa.
  • Endereço estranho na pré-visualização: a câmera do celular costuma mostrar o link antes de abrir. Procure letras trocadas, domínios genéricos ou encurtadores.
  • Pedido de dados demais: para pagar estacionamento não é preciso CPF completo, senha de banco ou foto de documento.
  • Pressa: avisos de multa iminente ou “última chance” são táticas de pressão.
  • Pix para pessoa física: se o recebedor que aparece no app do banco não é a empresa ou a prefeitura, pare.

Como se proteger

  • Prefira o aplicativo oficial baixado da loja ou digite o endereço do site manualmente.
  • Use a câmera nativa do celular para ler códigos, não apps de leitura desconhecidos (dica da Which?).
  • Mantenha sistema e apps atualizados e use senhas fortes com verificação em duas etapas, como recomenda a FTC.
  • Antes de confirmar um Pix, confira o nome do recebedor.

Escaneei um QR code falso. E agora?

  1. Não interaja mais com o site nem com quem aparecer por ele.
  2. Se digitou dados de cartão, ligue para o banco pelo número do cartão e peça bloqueio e contestação.
  3. Se fez Pix, peça ao seu banco a abertura do MED (Mecanismo Especial de Devolução) o quanto antes.
  4. Se digitou login e senha, troque a senha ali e em qualquer conta onde a reutilizou.
  5. Acompanhe o extrato e registre boletim de ocorrência. Avise a prefeitura ou a empresa dona do equipamento para retirar o adesivo. Nos EUA, denuncie em ReportFraud.ftc.gov.

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Fonte

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