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Golpe da reserva falsa: phishing no Booking e aluguel de temporada

Mensagens com dados reais da sua reserva pedem pagamento extra ou cartão. Veja como age o golpe, o que vazou no Booking e como alugar com segurança.

A mensagem chega pelo WhatsApp ou por e-mail, com seu nome completo, as datas certas da viagem e o nome do hotel. Diz que o pagamento falhou e que a reserva será cancelada se você não confirmar o cartão em poucas horas. Parece legítima justamente porque os dados são verdadeiros. É o golpe da reserva falsa, que cresceu em 2026 e tende a aparecer com mais força na temporada de verão e nas férias de fim de ano.

O que aconteceu com os dados do Booking.com?

Em abril de 2026, o Booking.com avisou clientes de que “terceiros não autorizados” podem ter acessado informações de reservas, segundo o The Register. Os dados expostos incluíam nomes, contatos, datas das reservas e mensagens trocadas com hotéis pela plataforma. A empresa disse ter contido o problema, redefiniu os PINs das reservas por precaução e afirmou que dados financeiros não foram acessados. Ela não informou quantos clientes foram afetados.

Dois meses depois, autoridades de outros países passaram a ver o efeito. Em 15 de junho de 2026, o centro de resposta de Hong Kong, HKCERT, alertou para e-mails e mensagens de WhatsApp que se passam pelo Booking ou por hotéis usando esses dados, e relatou casos semelhantes envolvendo a Klook.

Como funciona o golpe da reserva falsa?

A agência federal de cibersegurança da Suíça (BACS), citada pelo Netzwoche em junho de 2026, descreveu duas variantes:

VarianteDe onde vêm os dadosO que a mensagem pede
Falso reembolsoDados de reservas expostos no incidente de abril de 2026Clicar num link para receber “devolução”, que leva a página falsa de pagamento e de banco
Conta do hotel invadidaSistema de reservas do próprio hotel, acessado por phishing ou malware“Verificar” o cartão ou pagar adiantado para não perder a reserva, às vezes pelo chat oficial da plataforma

A segunda variante é a mais traiçoeira, porque a mensagem pode chegar dentro do próprio app. O jornal O Povo relatou que vítimas acabam pagando duas vezes: uma à hospedagem verdadeira e outra ao golpista, achando que estão “formalizando” a reserva.

Quais são os sinais de alerta?

  • Prazo curto e ameaça de cancelamento.
  • Aviso de pagamento recusado ou de dados incompletos.
  • Pedido de número do cartão, senha ou código recebido por SMS.
  • Link para “confirmar” ou “receber reembolso”, ou pedido para continuar a conversa no WhatsApp.
  • Dados corretos da reserva. Como lembra o HKCERT, isso não prova que a mensagem é legítima.

A BACS resume a regra de ouro: para receber reembolso, nunca é preciso informar dados de acesso nem escanear QR code.

E o golpe do aluguel de temporada?

Fora das grandes plataformas, o golpe mais comum é o anúncio falso. A Polícia Civil do Paraná alertou em janeiro de 2026 para anúncios com preços muito abaixo do mercado, fotos copiadas de outros sites e pedidos de pagamento fora das plataformas, frequentes no Facebook, na OLX e em grupos de WhatsApp. Nos EUA, a FTC descreve o mesmo roteiro: anúncios reais copiados com o contato trocado, imóveis que não existem e pressão para fechar na hora.

Como se proteger ao reservar

  • Abra a reserva sempre pelo app oficial ou digitando o endereço do site, nunca pelo link da mensagem.
  • Pague só dentro da plataforma e mantenha a conversa no chat dela.
  • Na dúvida, ligue para o hotel num telefone que você mesmo pesquisou.
  • No aluguel direto, confira se o nome do recebedor do Pix bate com o do anunciante e desconfie de quem exige pagamento urgente.
  • Procure o endereço no mapa e veja se o imóvel existe; peça contrato antes de qualquer sinal.
  • Use cartão de crédito em vez de Pix ou transferência quando possível: a contestação é mais simples.
  • Ative a verificação em duas etapas na conta da plataforma.

Caiu no golpe? O que fazer

  1. Pare de responder e não envie mais dados.
  2. Ligue para o banco pelo número oficial, bloqueie o cartão e conteste a cobrança. Se pagou por Pix, peça o MED; veja Golpe do Pix em números.
  3. Troque a senha da plataforma e de contas com senha parecida.
  4. Avise a plataforma e peça o bloqueio da reserva ou do anúncio falso.
  5. Registre boletim de ocorrência com prints, links e comprovantes; para problemas de consumo, procure o Procon.

Antes de viajar, leia também Golpes contra turistas e Como verificar se um site é confiável. Teste seus conhecimentos no Quiz.

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