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Furto de celular em Londres: o que os dados da Met ensinam

Londres registrou 71 mil furtos e roubos de celular em 2025. Veja os números da Met, a rota dos aparelhos até a China e como se proteger na viagem.

Londres virou referência mundial num tipo de crime que liga a rua ao digital: o furto de celular, muitas vezes arrancado da mão por alguém de bicicleta elétrica. Os números da Polícia Metropolitana (Met) mostram queda recente, mas ainda dezenas de milhares de vítimas por ano, e ajudam a entender por que o aparelho vale tanto para o crime organizado. Para quem vai viajar, a lição é prática: o prejuízo maior não é o telefone, e sim o que ele abre.

Quantos celulares são roubados em Londres por ano?

Segundo a Met, os crimes de furto e roubo de celular caíram de 81.365 em 2024 para 71.391 em 2025, redução de 12,3%, ou cerca de 10 mil vítimas a menos. Em comunicado de 8 de outubro de 2026, a Prefeitura de Londres informou 39.793 ocorrências de janeiro a agosto de 2026, contra 49.136 no mesmo período de 2025. (Os totais anuais variam ligeiramente entre os dois comunicados, algo comum em revisões de dados policiais.)

PeríodoFurtos e roubos de celularFonte
202481.365Met
202571.391 (−12,3%)Met
Jan–ago 202549.136Prefeitura de Londres
Jan–ago 202639.793Prefeitura de Londres

Para onde vão os celulares roubados?

A economia do crime explica a escala. Segundo reportagem da AFP republicada pelo myRepublica, o ladrão de rua costuma receber de £ 100 a £ 200 por aparelho, que muitas vezes é exportado, reativado e revendido no exterior em poucos dias. Policiais relataram que os aparelhos são embrulhados em papel-alumínio para bloquear o rastreamento, e que as chances de recuperação são muito pequenas.

Em setembro de 2026, três homens foram condenados a um total de 25 anos de prisão por receptação, ligados a uma rede que teria enviado até 40 mil celulares do Reino Unido para a China em 2024 e 2025, segundo a Prefeitura, que estima esse volume em cerca de 40% dos aparelhos roubados em Londres no período. A mesma fonte fala em um comércio de £ 50 milhões por ano.

O que a polícia de Londres está fazendo?

  • Operações em massa: só em setembro de 2026, mais de 700 presos, centenas de celulares apreendidos, mais de 50 mandados (inclusive em lojas de usados) e mais de 110 bicicletas elétricas ilegais recolhidas (Prefeitura de Londres).
  • Pressão sobre a indústria: em março de 2026 a Met pediu a fabricantes, operadoras e empresas de tecnologia compromissos para tornar celulares roubados inutilizáveis em qualquer país, e anunciou que, sem ação até junho, pediria ao governo uma lei (Met).

O golpe depois do furto

A Met alerta que criminosos usam cada vez mais engenharia social, às vezes com ameaças, para obter senhas, inclusive se passando por policiais ou pela fabricante. A orientação oficial: polícia, Apple e empresas legítimas nunca pedem senha ou informação que dê acesso ao aparelho ou à conta. Para brasileiros, vale o mesmo para mensagens de “falsa Apple” pedindo para remover o aparelho da conta.

Como se proteger em Londres e em outras cidades turísticas?

  • Na calçada, não use o celular virado para a rua; entre num café ou encoste na parede para consultar mapas.
  • Antes de viajar, ative as proteções contra roubo do Android e do iPhone e anote o IMEI (disque *#06#).
  • Deixe apps de banco fora da tela inicial, com senha própria e limites de Pix reduzidos para o período da viagem.
  • Tenha um plano B: um cartão guardado separado e os telefones do banco e da operadora anotados fora do celular.

Fui roubado no exterior: o que fazer?

  1. Marque o aparelho como perdido e bloqueie-o pelo Buscar (Apple) ou Encontre Meu Dispositivo (Google).
  2. Ligue para o banco e peça bloqueio de apps, cartões e Pix; troque a senha do e-mail principal.
  3. Peça à operadora o bloqueio da linha (evita SIM swap) e do IMEI.
  4. Registre ocorrência na polícia local (no Reino Unido, online ou pelo 101) para seguro e contestação.
  5. Desconfie de qualquer contato posterior pedindo senha ou código.

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