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M&A em cibersegurança: o recorde de 2025 e os megadeals de 2026

2025 teve US$ 96,1 bi em M&A de cibersegurança. Em 2026 fecharam Wiz, CyberArk e Armis. Veja os números, as teses dos compradores e o que esperar do setor.

O mercado de fusões e aquisições em cibersegurança viveu em 2025 o maior ano da sua história em valor. Em 2026, os grandes negócios anunciados começaram a fechar. Segundo o relatório semestral da Momentum Cyber, foram US$ 96,1 bilhões em 400 transações em 2025. O número preliminar, divulgado em janeiro, era de US$ 102 bilhões em 398 deals, e foi revisado depois.

A SecurityWeek, com outra metodologia, contou mais de US$ 84 bilhões divulgados em mais de 420 negócios. Oito deles passaram de US$ 1 bilhão e somaram cerca de US$ 75 bilhões, segundo a SecurityWeek.

A série histórica

AnoDeals de M&AValor (US$ bi)Financiamento (US$ bi)
202227751,521,2
202327648,011,1
202432925,913,6
202540096,120,7
1º sem. 20262199,17,5

Fonte: Momentum Cyber, relatório H1 2026.

Os três megadeals que fecharam em 2026

Google e Wiz: US$ 32 bilhões

Anunciada em março de 2025, a compra da Wiz pelo Google foi concluída em 11 de março de 2026, por US$ 32 bilhões em dinheiro. É a maior aquisição da história do Google, segundo a CoinCentral. O Departamento de Justiça aprovou sem condições em novembro de 2025, e a Comissão Europeia em fevereiro de 2026. A multa de rompimento seria de US$ 3,2 bilhões, segundo a Acquiry.

Palo Alto Networks e CyberArk: cerca de US$ 25 bilhões

A Palo Alto concluiu a compra da CyberArk, especialista em identidade e acessos privilegiados, em 11 de fevereiro de 2026. Pelos termos, cada ação da CyberArk valeu US$ 45 em dinheiro mais 2,2005 ações da Palo Alto, conforme o formulário 8-K enviado à SEC.

ServiceNow e Armis: US$ 7,75 bilhões

A ServiceNow pagou US$ 7,75 bilhões em dinheiro pela Armis, de segurança de ativos e IoT/OT. A empresa tinha ARR acima de US$ 340 milhões, com alta de 50%, segundo a Help Net Security. A conclusão ocorreu por volta de 20 de abril de 2026.

2026: muitos deals, pouco valor anunciado

Os fechamentos de Wiz, CyberArk e Armis não contam como valor anunciado em 2026. Por isso, o primeiro semestre parece fraco em valor: US$ 9,1 bilhões, com só 36 transações divulgando preço. Ao mesmo tempo, os 219 deals são recorde de contagem para um semestre, segundo a Momentum Cyber.

Os maiores negócios anunciados em 2026:

  • Accenture comprou a maioria da Dragos, mais runZero e NetRise, por EV de US$ 4,175 bilhões, em segurança industrial (OT), segundo a Help Net Security.
  • Visa anunciou a compra da BioCatch, de biometria comportamental antifraude, por US$ 2,4 bilhões em dinheiro, em agosto de 2026 (Nasdaq).
  • Zurich fechou acordo para comprar a seguradora Beazley, forte em seguro cyber, por cerca de US$ 11 bilhões (SecurityWeek).
  • CrowdStrike comprou a SGNL (identidade, US$ 740 milhões) e a Seraphic (segurança de navegador, US$ 420 milhões).

As teses dos compradores

  • Segurança de IA e de agentes: Protect AI, Lakera, SGNL, Koi, Astrix, Promptfoo e Oasis entraram no radar dos grandes.
  • Identidade: CyberArk, Veza, Apono e Entro.
  • Infraestrutura industrial (OT/IoT): Armis, Dragos e Nozomi.
  • Antifraude em pagamentos: bandeiras de cartão comprando inteligência contra fraude, como Mastercard com Recorded Future (US$ 2,65 bilhões) e Visa com Featurespace e BioCatch.
  • Seguradoras entrando em cyber: Zurich com Beazley e Munich Re com At-Bay.

O dinheiro de risco voltou

O venture capital acompanhou. A Crunchbase contou US$ 18 bilhões em 2025, alta de 26%, em pouco menos de mil rodadas, a menor contagem em dez anos (Crunchbase News). Em 2026 foram US$ 10,6 bilhões no primeiro semestre e US$ 6,8 bilhões no terceiro trimestre, cerca de US$ 17,4 bilhões em nove meses (Crunchbase; Value Add VC). Entre as maiores rodadas estão Keyfactor (US$ 1 bilhão) e Cyera, avaliada em US$ 12 bilhões.

Os números das empresas abertas

A consolidação acontece com as líderes crescendo. A Palo Alto Networks fechou o ano fiscal encerrado em julho de 2026 com receita de US$ 11,48 bilhões (+25%). A CrowdStrike terminou o ano fiscal de janeiro de 2026 com ARR de US$ 5,25 bilhões (+24%). Escala e caixa permitem que essas plataformas comprem startups para acelerar produtos em vez de desenvolvê-los do zero, o que alimenta o ciclo de aquisições menores.

Para quem acompanha o setor

  • Plataformas grandes seguem comprando para preencher lacunas em identidade, nuvem e IA.
  • Startups de segurança de IA são o principal alvo de aquisições menores.
  • Valor anunciado em 2026 deve ficar bem abaixo de 2025, salvo novo megadeal. A projeção anualizada da Momentum Cyber é de US$ 18,2 bilhões.

Fonte

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