Proteção executiva: evite falsificação do CEO, perfis falsos e domínios semelhantes
Autoavaliação para executivos e family offices, protocolo anti-impersonação e gerador gratuito de domínios semelhantes para monitorar sua marca.
- Você tem um processo para monitorar perfis falsos com seu nome e foto em redes sociais e apps de mensagem? — Perfis falsos de executivos são usados para pedir dinheiro a funcionários, fornecedores e familiares. Quanto antes forem achados e denunciados, menor o dano.
- Os domínios parecidos com o da empresa (letras trocadas, outras terminações) são monitorados? — E-mails de domínios quase idênticos são a base da fraude do falso CEO e da troca de dados bancários de fornecedor.
- Seus dados pessoais (endereço, CPF, telefone, placa) foram retirados de sites e cadastros públicos sempre que possível? — Dados expostos alimentam engenharia social, golpes com a família e riscos físicos. A LGPD e leis similares permitem pedir exclusão em muitos casos.
- Você limita o que publica em tempo real (localização, agenda, viagens, rotina)? — Saber que o executivo está em um voo ou reunião é o que permite ao golpista dizer 'ele não pode atender agora'.
- Sua família combinou uma palavra-código para emergências e sabe que deve desligar e ligar de volta para um número conhecido? — Voz clonada por IA torna a ligação de 'emergência' muito convincente. A FTC orienta desligar e ligar de volta para um número que você já conhece.
- Filhos, cônjuge e assistentes pessoais receberam orientação sobre golpes que usam o nome do executivo? — A família e a equipe próxima costumam ser o elo mais fácil: recebem pedidos urgentes 'em nome' do executivo.
- Os perfis dos familiares nas redes estão privados e sem dados da rotina? — Fotos de escola, casa e viagens ajudam golpistas a montar histórias críveis e a escolher alvos.
- Antes de viagens internacionais você usa um celular e notebook com o mínimo de dados e contas? — Aparelhos podem ser perdidos, inspecionados ou furtados. Menos dados no aparelho significa menos exposição.
- Você evita Wi-Fi público ou usa sempre uma conexão segura (dados móveis ou VPN corporativa)? — Redes de hotel e aeroporto podem ser falsas ou monitoradas.
- Itinerário e hotel são compartilhados só com quem precisa saber? — Agenda de viagem vazada facilita golpes ('estou preso no aeroporto') e riscos físicos.
- E-mail, apps de mensagem, banco e redes têm autenticação forte (passkey, app autenticador ou chave física), e não só SMS? — SMS pode ser desviado por troca de chip (SIM swap). Fatores resistentes a phishing protegem melhor contas de alto valor.
- O WhatsApp e apps similares têm verificação em duas etapas com PIN ativada? — Sem o PIN, quem obtiver o código de ativação pode assumir a conta e falar com seus contatos como se fosse você.
- Seus aparelhos estão atualizados, com bloqueio de tela e apagamento remoto configurado? — Atualizações fecham falhas exploradas por invasores; apagamento remoto limita o dano em caso de furto.
- Pedidos de pagamento, troca de conta bancária ou envio de dados feitos 'pelo CEO' são sempre confirmados por ligação para um número já conhecido? — O FBI recomenda confirmar transferências por um segundo canal, definido com antecedência, e nunca usar o contato que vem no próprio pedido.
- A equipe sabe quais são os canais oficiais que o executivo usa e que ele nunca pede sigilo para pular processos? — 'É confidencial, não comente com ninguém' é a frase mais comum na fraude do falso CEO.
- Existe uma palavra-código ou pergunta de verificação para pedidos sensíveis feitos por voz ou vídeo? — Deepfakes de voz e vídeo de executivos já foram usados em fraudes. Um segredo combinado fora do canal derruba o golpe.
- Pagamentos acima de um limite exigem aprovação de duas pessoas (dupla alçada)? — A dupla aprovação impede que um único funcionário pressionado conclua uma transferência fraudulenta.
- Mudanças de dados bancários de fornecedores passam por confirmação independente e período de espera? — A troca de conta de fornecedor é um dos golpes empresariais mais caros. O FBI cita mudanças repentinas de destino de pagamento como sinal de alerta.
- Contas pessoais e do family office têm alertas de transação e limites diários ajustados? — Alertas imediatos e limites baixos para Pix e transferências reduzem a perda quando algo escapa.
- Defina os canais oficiais — Liste por escrito os únicos canais que o executivo usa para pedidos internos. Pedido por canal fora da lista é tratado como suspeito.
- Combine uma palavra-código — Uma palavra ou pergunta combinada pessoalmente, trocada periodicamente e nunca enviada por mensagem.
- Ligue de volta para um número conhecido — Diante de pedido urgente, desligue e ligue para o número já cadastrado. Nunca use o número, link ou e-mail que veio no pedido.
- Exija dupla aprovação — Pagamentos acima do limite e qualquer troca de conta bancária precisam de duas pessoas, com registro.
- Sigilo é sinal de alerta — Nenhum executivo pede para pular processos em segredo. Quem recebe esse pedido tem respaldo para recusar e escalar.
- Tempo de espera para mudanças — Novos favorecidos e contas alteradas só recebem após confirmação independente e um prazo definido.
- Registre e comunique — Toda tentativa é registrada e comunicada à segurança, ao banco e à polícia quando houver perda.
- Treine e teste — Simulações periódicas com secretárias, financeiro e família mantêm o protocolo vivo.