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Cyber Due Diligence em M&A: checklist, red flags e cláusulas do contrato

Checklist de due diligence cibernética e de privacidade por fase do M&A, red flags que afetam o valuation, cláusulas (declarações, indenização, escrow, W&I) e casos como Verizon–Yahoo e Marriott–Starwood.

Pré-LOI: avaliação de fora para dentro

  • Histórico público de incidentes — Buscar vazamentos, ataques, multas e processos ligados ao alvo e às marcas dele nos últimos 5 anos.
  • Superfície de ataque exposta — Mapear domínios, subdomínios, serviços expostos e certificados para estimar a higiene técnica sem acesso interno.
  • Credenciais e dados vazados — Verificar se e-mails corporativos, credenciais ou bases do alvo circulam em vazamentos conhecidos.
  • Peso dos dados pessoais no negócio — Entender quanto da receita depende de dados pessoais, sensíveis, de crianças ou financeiros, o que muda o tamanho do risco regulatório.
  • Setor e país regulados — Bancos, saúde, telecom, energia e empresas abertas têm regras próprias de cibersegurança e de comunicação de incidentes.

Due diligence no data room

  • Governança de segurança — Quem responde por segurança, quanto se investe, como o conselho acompanha e quais frameworks são seguidos (ISO 27001, NIST CSF, SOC 2).
  • Registro de incidentes — Todos os incidentes dos últimos 3 a 5 anos, com causa, impacto, comunicação a autoridades e titulares e ações corretivas.
  • Testes e vulnerabilidades — Últimos pentests, varreduras e o que ficou sem correção; vulnerabilidades críticas abertas pesam no preço.
  • Identidade e acessos — MFA, contas privilegiadas, acessos de ex-funcionários e de fornecedores; é a porta de entrada mais comum.
  • Backup e continuidade — Backups isolados e testados, tempo de recuperação e plano de resposta a ransomware.
  • Terceiros críticos — Fornecedores de nuvem, software e serviços com acesso a dados ou sistemas, contratos e cláusulas de segurança.
  • Seguro cibernético atual — Cobertura, limites, exclusões, sinistros já abertos e se a apólice sobrevive à troca de controle.

Privacidade e regulatório (LGPD, GDPR e outros)

  • Bases legais e consentimentos — Dados coletados sem base legal válida podem não ser usáveis pelo comprador, o que afeta sinergias e valuation.
  • Encarregado (DPO) e programa de privacidade — Existência de encarregado, políticas, relatórios de impacto e atendimento aos direitos dos titulares.
  • Processos e fiscalizações em curso — Processos na ANPD, Procon, Senacon, Ministério Público, autoridades europeias ou FTC, e ações coletivas.
  • Transferência internacional de dados — Mecanismos usados para enviar dados ao exterior (cláusulas-padrão, decisões de adequação).
  • Regras setoriais — Normas do Banco Central e CMN, ANS, Anatel, CVM, SEC e similares sobre segurança e comunicação de incidentes.

Contrato e preço (SPA)

  • Traduzir achados em preço — Custo de correção, multas possíveis e perda de receita entram no valuation ou viram ajuste de preço.
  • Declarações e garantias específicas — Declarações sobre incidentes, conformidade com leis de dados e controles mínimos.
  • Indenização e retenção — Indenização específica por incidentes anteriores ao fechamento, com escrow ou retenção de parte do preço.
  • Seguro W&I e exclusões — Seguradoras costumam excluir riscos cyber conhecidos ou mal diligenciados; confirme o que fica descoberto.
  • Condições precedentes — Correção de falhas críticas (por exemplo, MFA em contas privilegiadas) antes do fechamento.

Primeiros 100 dias após o fechamento

  • Não conectar redes antes de avaliar — Integrar sistemas sem avaliação pode levar um invasor do alvo para dentro do comprador.
  • Caça a ameaças (compromise assessment) — Procurar sinais de invasão já presente, como no caso Starwood, em que o invasor ficou anos sem ser detectado.
  • Trocar credenciais e revisar acessos — Rotacionar senhas e chaves privilegiadas e remover acessos de vendedores e ex-funcionários.
  • Unificar resposta a incidentes — Um só plano, contatos e prazos de comunicação (ANPD, reguladores, SEC) para o grupo combinado.
  • Due diligence contínua — A autoridade britânica disse no caso Marriott que diligência não é exigência única, mas contínua.

Clauses

Cases

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